2012 narra a história de um possível fim dos tempos descrito pelo calendário maia, que começa a se desenhar no ano de 2012. Este mesmo povo e calendário previra anteriormente importantes fatos históricos, como por exemplo a chegada de Hernan Cortez à cidade maia em 8 de novembro de 1519. O calendário maia prevê uma mudança radical para o solstício de inverno (verão no hemisfério sul) em 2012, sendo que em 21 de dezembro de 2012 acontecerá um grande acontecimento (ninguém sabe qual), um fato que mudará o nosso planeta da forma que o conhecemos.
Baseado nessa visão histórica apocalíptica, o personagem de Jonh Cusack corre contra o tempo para salvar os membros de sua família da possível destruição iminente que há de vir.
O filme não me empolgou, a não ser por seus efeitos especiais. A história é repleta de clichês: Um bom ator como protagonista, casal que acabou de se separar e ainda se ama, família que tenta superar seus problemas, um presidente americano do bem e outro político qualquer incorporando o lado mau da situação, a questão de ~ 95 por cento da população morrer e a família protagonista escapar por pouco, em muitas ocasiões, de todas as situações de fúria da natureza, e por aí vai. O roteiro do filme é um fiasco e a atuação de grande parte do elenco (exceto de Cusack e Glover) é fraca. A primeira uma hora de filme até que é um pouco interessante, onde um cientista indiano revela, em 2009, que a terra está com os dias contados e nesse ínterim acontece um detalhamento sobre as profecias maias. Quando chegamos finalmente em 2012 tudo começa a ir pelos ares. Com o alinhamento da terra com outros planetas, várias catástrofes começam a assolar o mundo: terremotos, explosões, tsunamis, avalanches... e assim, a terra fica praticamente inabitável, resultando em um número massivo de mortes de seres vivos por todo o planeta.
Neste cenário, o governo estadunidense (como sempre: eles), decidem construir arcas insubmergíveis para salvar uma parte da população, para depois reconstruir novamente a civilização. Este fato nos remete a construção da Arca de Noé, onde um casal de cada espécie foi “coletado” a fim de manter a espécie e em seguida perpetuá-la, porém, diferentemente desta arca arcaica construída por Noé e colaboradores, as arcas do filme são modernas, construídas pelos chineses - porque os americanos mesmo não põe a mão na massa. Sim, arcas made in China.
Os americanos podiam sacanear e mostrar as arcas partindo ao meio antes do fim da travessia, mas não, o objetivo do filme não é questionar a qualidade dos produtos chineses, mas fazer uma produção globalizada - e as espécies que vão sobreviver são escolhidas de acordo com a quantidade de grana que possuem em seus bolsos, mas tem sempre um pé rapado tentado furar a fila, no caso John Cusack & família, eis ai um “novo” clichê.
E nesta odisséia, enquanto o mundo vai pelos ares e os ricos tentam um lugar nas arcas, lá se vão 158 minutos da sua vida. Se vc quiser ver um filme sem compromisso algum, somente pra passar seu tempo e observar efeitos de primeira qualidade, 2012 é uma boa pedida!
Nota 6
