quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

2012 (2012)


2012 narra a história de um possível fim dos tempos descrito pelo calendário maia, que começa a se desenhar no ano de 2012. Este mesmo povo e calendário previra anteriormente importantes fatos históricos, como por exemplo a chegada de Hernan Cortez à cidade maia em 8 de novembro de 1519. O calendário maia prevê uma mudança radical para o solstício de inverno (verão no hemisfério sul) em 2012, sendo que em 21 de dezembro de 2012 acontecerá um grande acontecimento (ninguém sabe qual), um fato que mudará o nosso planeta da forma que o conhecemos.

Baseado nessa visão histórica apocalíptica, o personagem de Jonh Cusack corre contra o tempo para salvar os membros de sua família da possível destruição iminente que há de vir.

O filme não me empolgou, a não ser por seus efeitos especiais. A história é repleta de clichês: Um bom ator como protagonista, casal que acabou de se separar e ainda se ama, família que tenta superar seus problemas, um presidente americano do bem e outro político qualquer incorporando o lado mau da situação, a questão de ~ 95 por cento da população morrer e a família protagonista escapar por pouco, em muitas ocasiões, de todas as situações de fúria da natureza, e por aí vai. O roteiro do filme é um fiasco e a atuação de grande parte do elenco (exceto de Cusack e Glover) é fraca. A primeira uma hora de filme até que é um pouco interessante, onde um cientista indiano revela, em 2009, que a terra está com os dias contados e nesse ínterim acontece um detalhamento sobre as profecias maias. Quando chegamos finalmente em 2012 tudo começa a ir pelos ares. Com o alinhamento da terra com outros planetas, várias catástrofes começam a assolar o mundo: terremotos, explosões, tsunamis, avalanches... e assim, a terra fica praticamente inabitável, resultando em um número massivo de mortes de seres vivos por todo o planeta.

Neste cenário, o governo estadunidense (como sempre: eles), decidem construir arcas insubmergíveis para salvar uma parte da população, para depois reconstruir novamente a civilização. Este fato nos remete a construção da Arca de Noé, onde um casal de cada espécie foi “coletado” a fim de manter a espécie e em seguida perpetuá-la, porém, diferentemente desta arca arcaica construída por Noé e colaboradores, as arcas do filme são modernas, construídas pelos chineses - porque os americanos mesmo não põe a mão na massa. Sim, arcas made in China.

Os americanos podiam sacanear e mostrar as arcas partindo ao meio antes do fim da travessia, mas não, o objetivo do filme não é questionar a qualidade dos produtos chineses, mas fazer uma produção globalizada - e as espécies que vão sobreviver são escolhidas de acordo com a quantidade de grana que possuem em seus bolsos, mas tem sempre um pé rapado tentado furar a fila, no caso John Cusack & família, eis ai um “novo” clichê.

E nesta odisséia, enquanto o mundo vai pelos ares e os ricos tentam um lugar nas arcas, lá se vão 158 minutos da sua vida. Se vc quiser ver um filme sem compromisso algum, somente pra passar seu tempo e observar efeitos de primeira qualidade, 2012 é uma boa pedida!

Nota 6

2 comentários:

  1. Neste novo longa do diretor alemão Roland Emmerich o ponto forte do filme são as explosões e os efeitos visuais. A história é interessante também, mas muitos personagens são caricatos ou são estereótipos, como o empresário russo, por exemplo.

    Roland Emmerich é um cara que adora destruir coisas, pelo menos em seus filmes. Me tornei fã de seu trabalho com Independence Day. O filme tem problemas e inúmeros clichês, como o herói norte-americano que salva o dia, mas também é o cinema pipoca que vale o ingresso do cinema. Ver a Casa Branca ser destruída com um raio da morte alienígena? Não tem preço!!! Com o Dia depois do amanhã, Emmerich continua com sua destruição, e desta vez com uma mensagem ecológica: o aquecimento global pode destruir o mundo. Desta vez, Emmerich traz o Apocalipse para a Terra, no ano de 2012. Na história do filme, um alinhamento dos planetas causa uma espécie de reação no núcleo da Terra e ocorre uma série de catástrofes em nível global.

    Bom, o ritmo do filme é muito intenso e há muita correria e existem muitos personagens. Assim, surge um ponto falho, não é possível desenvolver tantos personagens, e o mais importante, não há tempo para que os espectadores se identifiquem com os personagens. Então, muitos desses personagens apelam para o emocional do espectador, com mensagens de despedida para seus entes queridos, na tentativa de estabelecer esta relação com o espectador.

    No elenco, se destacam John Cusack, que considero um dos melhores atores de sua geração, junto com Tom Hanks e Sean Penn, e Danny Glover, como presidente norte-americano. Mesmo assim, o roteiro cheio de ação e muito ágil não permite que os atores desenvolvam muito seus personagens.

    O ponto forte do filme é a ação, e realmente fiquei muito empolgado com as cenas de ação. Emmerich conseguiu mostrar realmente a destruição do mundo. A primeira cena, em que Los Angeles é destruída é simplesmente fantástica. Prédios caindo, o chão se abrindo e engolindo tudo, são imagens muito impressionantes, e ficaram gravadas em minha mente por um bom tempo. A cena da erupção do vulcão de Yellowstone também é impressionante!!!! A ação foi realmente muito bem desenvolvida e os efeitos especiais estão muito convincentes.

    Roland Emmerich já destruiu o mundo, agora falta ele destruir o universo. Será que ele conseguirá?

    Por fim, 2012 é um belo filme pipoca, com muita ação e explosões muito bem executadas, que deve ser visto no cinema.
    Nota: 9.0

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  2. Sinceramente,eu esperava algo inovador.Diferente dos enlatados.
    Indeependece Day e os demais filmes sobre o fim do mundo,que hollywood agora lança,quase que anualmente,não tiveram tanta diferença.
    Mas qt à direção,efeitos e produção.Sim!..foi bom....como os anteriores!

    Gi!!

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