quinta-feira, 10 de junho de 2010

O Príncipe da Pérsia e as Areias do Tempo ( Prince of Persia, the Sands of time, 2010 )


O Príncipe da Pérsia: As areias do tempo, novo longa do diretor Mike Newell (Quatro casamentos e um funeral, Donnie Brasco), conta a história de um príncipe guerreiro que une forças com uma misteriosa princesa e, juntos, lutam contra forças obscuras para salvaguardar uma antiga adaga capaz de libertar as Areias do Tempo - um dom dos deuses que dá à pessoa que o possui o poder de controlar o mundo.
Podemos considerar que a empreitada de Newel em adaptações de games para a telona foi bem sucedida, a história do Príncipe, desde sua origem, associada ao misticismo da lendária areia do tempo e seu poder de garantia de domínio do mundo por parte de seu detentor, tornaram a aventura bastante sólida, com muitos momentos de ação e até pitadas de humor. Impecáveis as cenas de luta, perseguições, os efeitos especiais no movimento da areia do tempo proporcionando as mudanças temporais ao longo da trama, o cenário, montagem e figurinos!! Vale destacar também a fidelidade de Newell ao game, adotando cenários extremamente idênticos aos do jogo. Igualmente fiéis são os saltos característicos do príncipe, uma espécie de jumper persa divertido, encarnado com um “quê” de Aladin, e a adaga, cujo poder é ativado pelo botãozinho mágico, cuja função soa superficial e excessivamente incrível no filme!!! Parabéns a Newell, até porque fidelidade em adaptações é algo importante, principalmente para os fãs!!!
As atuações foram boas, gostei principalmente da dupla composta por Alfred Molina e Steve Toussaint que, como o sheik Amar e seu braço-direito Seso, criam uma dupla carismática e com ótima química, merecendo assim ser destacada. A atuação de Gyllenhaal como príncipe foi boa, mas não merece o destaque que um protagonista de um grande projeto deveria merecer.
Diferentemente das histórias em quadrinhos (hq), os games não precisam de excelentes e rebuscadas histórias para funcionarem, ou seja, basta um pretexto e... vamos à ação, isso significa que o roteiro do filme não é impecável, pelo contrário, contem seus furos e falhas, porém, o longa funciona bem no que se propôs a mostrar e nesse caso, este aspécto é o que deve ser considerado!!
Gostei sim do filme e recomendo, é um excelente passatempo e diversão que deve agradar a todas as faixas etárias. Mistura de Piratas do Caribe com Aladin e umas pitadas de filmes-aventura-em-busca-de-tesouros-perdidos da década de 1980, Príncipe da Pérsia deve ganhar o posto de melhor adaptação de games para as telonas, mas isso definitivamente não é algo do que se vangloriar.
Recomendo: nota 8

Um comentário:

  1. Ahhhhhhhh GU ..eu gostei do filme...
    foi muito bom sim...nao sei sobre o game q vc falou pq nao jogo e nem sabia q tinha...
    mas para quem nao entende disso o filme é maravilhoso,principlamente quando ele volta no tempo...
    bjo GU..

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