sexta-feira, 30 de julho de 2010

Salt (Idem)


Confesso que a partir do momento que tomei conhecimento sobre “Salt”, no que diz respeito a elenco, equipe de produção, sinopse e bastidores, fiquei curioso e comecei a acompanhar os momentos que guiavam a elaboração da trama, desde sua pré-produção, passando pela edição das cenas e diálogos e finalizando com sua pós-produção, ou seja, fiquei extremamente tentado com o que este filme poderia nos oferecer e digo isso, principalmente, por dois motivos: primeiro, Phillip Noyce é um diretor de ponta e conhecido, tendo feito belos trabalhos, como em “Geração Roubada”, “ O Americano tranqüilo” e “Terror a Bordo”; segundo, o papel de “Salt” seria inicialmente de Tom Cruise, mas este decidiu abandonar o papel por causa do outro filme em que trabalhava e gravava, “Encontro Explosivo”, sendo assim, eis que surge o nome de Angelina Jolie para substituir Cruise, e neste momento é que minha curiosidade tornou-se ainda mais aguçada, pois apesar de ter potencial (sempre acreditei nisso), acho que Jolie foi “mal aproveitada” ao longo de sua carreira, com exceção do excelente “ A troca” (de Clint Eastwood), sendo assim, pensei: Quem sabe nas mãos de Noyce, Jolie não poderia ter um papel tão bom quanto teve em " A troca"?. Ou seja, resumindo o porquê de minha ansiedade por esta estréia: um filme de espionagem, no contexto da Guerra Fria, com Noyce na direção e Jolie no papel de protagonista!!! Felizmente, toda essa minha ansiedade e espera pelo filme, VALEU A PENA!
Na trama, temos que Evelyn Salt (Jolie) antes de se tornar agente da CIA, prestou juramento de servir e honrar seu país. Ela colocará seu juramento em prática, quando um desertor russo a acusa de ser uma espiã russa. Neste contexto, Salt tenta fugir de seus perseguidores e provar sua inocência.
A primeira menção altamente positiva que deve ser feita sobre o filme já está no próprio cartaz de apresentação do longa, que diz: Quem é Salt? Uma pergunta simples, porém extremamente feliz e que resume basicamente o filme. Ao longo da trama, nunca sabemos se Salt é a vilã ou mocinha, o filme é repleto de reviravoltas e a atenção detalhada aos flashbacks são essenciais a fim de que se haja um perfeito entendimento e compreensão da história. A pergunta sobre quem é Salt será respondida, fiquem tranqüilos, mas o simples levantamento desta questão e sua inserção no contexto da obra, e a forma como é explicada, já confere ao filme um conceito profundo, onde nem sempre uma pessoa é o que parece ser. Ponto para Noyce e sua equipe de produção, que conseguem envolver o telespectador durante os 100 minutos de filme.
Outro ponto altamente positivo foram as cenas de ação, muito bem feitas, trabalhadas e orquestradas por Noyce e sua equipe de produção. O filme é “elétrico”, em poucos momentos conseguimos “parar para respirar”, os diálogos são poucos, mas isso não atrapalha no entendimento da história, até porque a presença dos flashbacks compensam essa questão da “pouco” diálogo. Diferentemente de muitos filmes de ação, em “Salt”, o excesso de ação em detrimento aos poucos textos não comprometeram o andamento e desfecho da trama.
Agora vou falar um pouco do elenco, que também foi muito bem escolhido por Noyce, com destaques principalmente para Jolie, que está completamente a vontade no papel protagonista de “Salt”, onde exalando sensualidade, sua personagem não hesita em usar este atributo a seu favor, transformando o mero gesto de obstruir a lente de uma câmera de segurança em algo capaz de elevar a pressão do público masculino (ela emprega a calcinha na tarefa), com uma expressão sempre fria e determinada e exibindo um vigor físico invejável, a atriz converte Evelyn Salt numa heroína praticamente indestrutível, fria e cruel. Fechando o elenco, Liev Schreiber e Chiwetel Ejiofor surgem corretos como os principais perseguidores de Salt, ao passo que Andre Braugher parece estar fazendo um favor pessoal a Noyce ao aceitar surgir numa aparição inexplicável, já que entra mudo e sai calado do filme.
Merecendo créditos também pela encenação de uma morte que envolve um par de algemas e surpreende pela brutalidade, Salt é ágil o bastante para divertir e curto o suficiente para não entediar. A temática central do filme compõe um clichê, sendo exposta várias e várias vezes já em Hollywood (Guerra Fria e seus desdobramentos), no entanto, Noyce expõe essa temática de forma vibrante e repleta de reviravoltas, e isso torna o filme instigante, tenso e nem um pouco cansativo. Mais um ponto para Noyce e sua equipe.
Valeu esperar, valeu ficar ansioso, valeu acompanhar todo o andamento do trabalho de “Salt”, valeu pelo grande trabalho de Jolie e Noyce. Na minha opinião, um dos melhores filmes de ação do ano, adoreiii e recomendo... quero assistir mais uma vez, hehe!
Nota 10!!

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