sábado, 13 de novembro de 2010

RED - Aposentados e Perigosos (RED)


Diversão à toda a prova, da primeira à última cena. Precisa mais? Se não precisar, a dica é “RED - Aposentados e Perigosos”, deliciosa comédia policial dirigida pelo alemão Robert Schwentke, o mesmo de “Plano de Vôo” e “Te amarei para sempre”. Divertido e saboroso, “RED” é um filme que merece ser visto e certamente irá agradar a todos.
A trama fala de um grupo de agentes aposentados da CIA que, sem motivo aparente, começa a ser mortalmente perseguido. E pior: quem está por trás deste processo de eliminação é a própria CIA. Queima de arquivo? Vingança? Alguma inexplicável teoria da conspiração? Quem sai em busca da explicação é o agente aposentado Frank Moses (Bruce Willis, em grande forma), que carrega a tiracolo um punhado de velhos colegas de espionagem e o seu mais recente amor, Sarah (Mary-Louise Parker), que nada tem a ver com a situação.
“RED” é um jogo de caça que faz um mix de comédia e ação para entreter. O filme brinca com a condição dos aposentados que ainda buscam uma solução para a transição da vida perigosa para a calmaria do lar sendo desajeitados no amor e na vida social, aliado a isso, temos o termo “perigosos” do título fazendo jus à cada personagem, com alguns requintes de crueldade e principalmente ironia próprios de agentes que trabalham nesta instituição (CIA). O roteiro, apesar de irregular, é ótimo e temos uma trama focando mais no humor durante a primeira parte, deixando a resolução do caso para o final, embora o desfecho não seja tão satisfatório quanto o resto do filme.
Agora o grande barato e diferencial do longa está mesmo no seu estrelado elenco. É um prazer para o público ver em cena nomes como Bruce Willis, Morgan Freeman, John Malkovich, a dama Helen Mirren (empunhando uma metralhadora, momento único em Hollywood, hehe) e Brian Cox, todos extremamente confortáveis em seus papéis e aparentando estarem se divertindo enquanto atuam juntos. Ainda temos a pequena participação de Richard Dreyfuss (que pecado, poderia ter sido explorado bem mais, talentoso). As estrelas ainda contam com a ajuda da hilária e adorável Mary-Louise Parker, conhecida por seu brilhante trabalho no seriado Weeds, além do sólido Karl Urban, o Bones de Star Trek. A muito tempo não presenciei uma atuação tão marcante de um elenco como um todo, é a famosa “química” perfeita, um elenco brilhante que faz jus à sua fama.
O resultado da trama é um agradável e nostálgico retorno à era dos “velhos espiões”, com ótimos e afiados diálogos, muito bom humor, produção das mais caprichadas e efeitos especiais de primeira linha. Tudo isso aliado ao elenco espetacular e sua ação brilhante, garante um filme pra lá de empolgante, com a sensação de “quero mais”, ou seja, de “vou ver novamente”.
Além do elenco, o grande ponto positivo de “RED” está em seu sarcasmo inteligente com o qual comanda a ação, com direito a irônicas referências à era da Guerra Fria. O título, por exemplo, num primeiro momento remete ao Comunismo (Red, vermelho, termo que na época designava os socialistas), porém uma mais que bem-vinda participação do veterano Ernest Borgnine esclarece que na verdade trata-se da sigla para Retired Extremely Dangerous, ou, Aposentado Extremamente Perigoso. Ou seja, o diretor Robert Schwentke “brinca” com a temática da Guerra Fria, proporcionando uma diferente visão do contexto deste evento simplesmente através do título da trama. Robert Schwentke, assim como seu elenco estelar, se mostra a vontade e através de sua direção “desleixada” e despreocupada, garante um resultado altamente satisfatório.
Vale salientar que “RED” é baseado na “graphic novel” de Warren Ellis e Cully Hamner, o filme é fiel à estética HQ, com cortes ágeis, enquadramentos elaborados e situações de ação no limite do impossível (eu não li o HQ, mas antes de expor minha crítica, procurei saber sobre sua produção e pelo que li sobre ele, o filme foi fielmente adaptado à história). Outro ponto positivo para Schwentke.
“RED” é um filme que não deve ser levado a sério, aquele filme feito para divertir, aquele filme produzido para todo tipo de público e que garante plena satisfação ao seu final. Um elenco estelar em nomes e em atuação, efeitos especiais espetaculares, e uma palavra pra definir e resumir o filme: correto!
Imperdível: nota 9,5

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